quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Das Crianças é o Reino

Em verdade, vos declaro:
"Quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha, nele não entrará"
(Lc 18, 17)

Senhor Deus, obrigada por me ter feito com um coração de criança e ser espetada por espinhos e males de todo tipo mas pela "inocência" que ainda brilha em mim...

Esse dindinho me deixou orgulhosa
Com sorriso de ponta a ponta
Me presenteou um jipinho rosa
E a carona certa eu mantinha
Com esses primos e manos eu brincava
De pique esconde, vareta e amarelinha
Toda sorte de cantiga de roda cantava
A embalar minha vida bem afinadinha.

Infância é tempo de brincar!
De boneca, de mãezinha e de casinha
De professora e de cravo que brigou com a rosa
Na mais perfeita harmonia!
Ao passar o anel de mão em mão
Tinha primos bem sabidinhos
Por serem mais velhos me enganavam
E eu bem amuada
Ficava com cara de raivinha...

Com pedrinhas de brilhante
O morto e vivo me aquecia
Dama, dominó, pega vareta
No equilíbrio me mantinha

Uma curiosidade de menina
Ao passar para a casa da vovó
Igualzinha a Chapeuzinho,
Ia com cuidado pelo caminho
Mas passava pela plantinha
Que se murchava ao tocá-la
Dormideira se chamava?

E eu a me encantar permanecia...
Ah! Tempo bom, santo Deus!!!
Em que brincar com as Três Marias
E a Cruzeiro do Sul
Procurando-as no Céu
Só ficava o receio
De no dedinho uma verruga ganhar...

No Ceú a contar carneirinho
Ir à praia que, na época, era bem limpinha
Com um maiô de babadinho
E na mão um lindo baldinho
P'ra esbaldar com os irmãozinhos.

O bom do temporal no interior
Era o cheirinho de chuva
Que a terra exalava
Ficava bem comportada
Ah! Cheirinho bom danado
Da INFÂNCIA e seu sabor...

Vivi uma infância coletiva
Sempre rodeada de tios, avós e priminhos
Na primeira infância o sorriso me era fácil, fácil
Debaixo da mão amiga da querida vovó Celina.

Das bonecas eu não largava
Até ouvir da mãe que me ensinava
Que eu estava já bem grandinha
Ao sair da infância tão lindinha.

P'ra papai noel eu pedia
E confiante ainda lhe deixava,
Junto às rabanadas e à aletria,
Um pedaço de manjar com ameixa
E a noite ansiosa eu dormia
No outro dia a procurar o caroço no prato
Posso dizer hoje: eu vivia!

Das brincadeiras coletivas, peripécias
Da delícia que era ser criança me ponho agora a recordar
Do quintal grande com pés de coqueiros alados
Só me resta a saudade!
Pois brincávamos de adultos
Mas, misteriosamente, permanecíamos crianças. 

2 comentários:

  1. Oi querida,
    Obrigada pelo carinho, a menininha da minha foto é minha afilhada, filha da mminha irmã - amo.
    E esta menininha, quem é?
    Bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, querida
      Sou eu pequenina...
      Volte sempre, viu???
      Bjm de paz e alegria

      Excluir

"Deixe-me acreditar que o Pequeno Príncipe vez ou outra deixa seu asteroide e vem me visitar. "

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